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Muitas dúvidas podem surgir para um gestor de TI na hora de implementar uma rede de cabeamento estruturado dentro de uma empresa. Geralmente, os questionamentos estão ligados à relevância do projeto e aos investimentos a serem realizados.

Contudo, o cabeamento estruturado é fundamental para a base da infraestrutura de TI da organização, e algo feito sem planejamento ou empenho pode prejudicar a segurança, o suporte e a durabilidade de equipamentos.

Para ajudar você a entender melhor o que é o cabeamento estruturado e saber como aplicar esse conceito dentro de sua empresa, criamos este pequeno guia. Boa leitura!

O que é cabeamento estruturado

O cabeamento estruturado nada mais é que uma metodologia padronizada para cabear uma rede. Essa metodologia está de acordo com as normas de segurança e as melhores práticas, focando no melhor uso de recursos e equipamentos.

Entre suas principais características está o direcionamento por vários caminhos dentro de uma determinada estrutura, permitindo que pontos diferentes da rede possam se comunicar com eficiência e rapidez.

O conceito de cabeamento estruturado surgiu como uma resposta à demanda por comunicação e serviços de dados dentro das organizações, que dependem cada vez mais da troca de informações diária.

No entanto, sua importância não fica reduzida apenas a ligar pontos dentro de uma edificação ou de edificações distintas. O cabeamento estruturado também visa organizar essas ligações e permitir que os profissionais de TI possam oferecer suporte e manutenção de forma mais rápida e simples.

Um grande exemplo de uso de cabeamento estruturado está nos grandes data centers, nos quais todos os cabos são muito bem organizados e estão distribuídos de forma lógica e planejada, evitando qualquer problema.

Além disso, o investimento realizado na estruturação dos cabos traz economia. Isso porque ele permite que a infraestrutura tenha uma vida útil de no mínimo 10 anos, otimizando o uso de processos, servidores, roteadores e switches.

Quais são os métodos de cabeamento

Existem dois métodos utilizados atualmente: por meio de cabos trançados, que são mais comuns devido aos preços mais em conta, ou com a utilização de fibra óptica, solução um pouco mais cara, mas que fornece muito mais velocidade.

A decisão sobre qual das duas tecnologias utilizar em seu projeto depende de vários pontos, como o objetivo do negócio e as demandas diárias da rede.

O cabo trançado é o mais conhecido pelos profissionais de TI devido ao seu amplo uso. Ele pode ser facilmente encontrado com preços acessíveis e é de simples reposição.

Já a chamada fibra óptica — tecnologia desenhada para buscar velocidade e comunicação entre longas distâncias —, também é uma opção a depender do tipo de projeto desenvolvido. Ela é livre de interferências e apresenta taxas de velocidade muito altas. Porém, seu custo é maior e ela pode ser mais difícil de encontrar.

Como poucas empresas utilizam essa solução, nem todos os profissionais estão adaptados a ela, e pode ser necessário buscar mão de obra especializada para planejar e implementar o projeto de rede.

Como funciona uma rede de cabeamento estruturado

Em geral, uma rede de cabeamento estruturado é simples e possui 6 pontos fundamentais de funcionamento. São eles:

  • áreas de trabalho: são os pontos finais do cabeamento e os locais onde chegam dados, como internet, computadores, roteadores, entre outros equipamentos;
  • cabeamento horizontal: liga diretamente as estações ou áreas de trabalho à sala de telecomunicações, ponto central da rede;
  • cabeamento backbone: é responsável por interligar salas de equipamentos e demais pontos de entrada, desenhando assim toda a estrutura da rede;
  • sala de telecomunicações: local reservado para a acomodar equipamentos e cabos de rede. É aqui que os backbones se comunicam com o cabeamento horizontal;
  • sala de equipamentos: local em que estão presentes servidores, switchs e roteadores. É o ponto de conexão entre o cabeamento principal e o primeiro backbone;
  • pontos de entrada: são as portas externas do cabeamento, que permitem a troca de informação com o exterior. Estão ligados aos cabos de fora.

Além disso, o cabeamento também deve observar uma série de normas de segurança e organização, criadas para garantir um melhor aproveitamento dos recursos e a estruturação de um padrão. São elas:

  • Norma EIA/TIA 568: especifica, de forma geral, como o cabeamento estruturado deve ser feito em instalações comerciais;
  • Norma EIA/TIA 569: estabelece os padrões para o encaminhamento de cabos utilizando canaletas, bandejas, calhas e outros caminhos;
  • Norma EIA/TIA 570: especifica como deve ser realizado o cabeamento em estruturas residenciais;
  • Norma EIA/TIA 606: cria um padrão para a administração da documentação para um projeto de estrutura de cabeamento;
  • Norma EIA/TIA 607: contém especificações e orientações sobre o aterramento;
  • Norma NBR 14565: norma brasileira sobre o cabeamento em edifícios comerciais e data centers;
  • Norma ISSO/IEC 11801: norma europeia que orienta a aplicação do cabeamento de telecomunicações;
  • Norma TIA 942: orienta o uso de fibra óptica em projetos de cabeamento de rede.

O que considerar na hora de cabear a rede

Ao chegar até aqui, você já deve ter percebido como o cabeamento estruturado é importante para a infraestrutura de TI, tanto para a manutenção de equipamentos como para melhorar e prolongar a vida útil de todo o projeto.

Diante de tal relevância, é preciso investir esforços e recursos para a criação de um bom projeto e a implementação de um cabeamento estruturado adequado a sua empresa. Asim, você evitará problemas futuros e poderá usufruir de todas as vantagens.

Para isso, o ideal é buscar apoio e parceria de uma empresa especializada em projetos de rede, que já conta com profissionais experientes na área e que podem criar um projeto de acordo com suas demandas e com seu orçamento.

O método a ser escolhido vai depender muito das necessidades de seu negócio, sendo que o mais comum é optar pelos cabos trançados. No entanto, caso sua demanda seja por velocidade e exista muita interferência na área onde se encontra, não se pode descartar a fibra óptica.

Pontos como a rede elétrica, sua capacidade e aterramento não podem ser negligenciados, afinal, serão vários equipamentos em funcionamento ao mesmo tempo — e todos eles demandam energia.

Neste post, foram apresentadas apenas algumas das principais orientações sobre o cabeamento estruturado, mas ainda existem muitos outros pontos a serem considerados. Lembre que profissionais especializados podem ajudar você a entender tudo o que precisa.

Caso tenha ficado com qualquer dúvida, basta nos deixar um comentário neste post!